Microsoft pesquisa tecnologia que concorre com LCD

Com a promessa de oferecer telas mais brilhantes e mais baratas, pesquisadores da Microsoft Research divulgaram um novo formato de pixel (o menor ponto em uma tela) no jornal científico Nature Photonics.

Segundo a empresa, o design é tão simples e fácil de fabricar quanto o de uma tela LCD convencional, mas oferece imagens mais claras e são capazes de exibir movimentos sem borrar em comparação com as telas de cristal líquido.

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Sriram Peruvemba, executivo da fabricante de papel eletrônico E-Ink, comentou com o Technology Review três razões para as telas LCD ainda não apresentarem a melhor qualidade: primeiro, porque os pixels não se apagam totalmente; segundo, porque leva de 25 a 40 milissegundos, em média, para que os pixels alternem entre o branco e o preto, devagar o suficiente para borrar imagens em movimento. Em terceiro lugar, porque é quase impossível usar os LCDs em ambientes muito claros.

Em comparação, os novos pixels ligam-se e desligam-se completamente no tempo de 1,5 milisegundos —essa rapidez de resposta, segundo o pesquisador Michael Sinclair, se traduz em telas coloridas mais simples e de custo mais baixo.

Outra mudança é que, nos LCDs comuns, um pixel é feito de três subpixels: vermelho, verde e azul (RGB), que brilham simultaneamente em diferentes intensidades para compor uma outra cor. Cada subpixel é controlado por um transistor separadamente, o que torna os circuitos complexos. Com a nova tecnologia, seria possível colocar diodos emissores de cada uma dessas três luzes atrás de cada pixel, o que reduziria a complexidade e o custo dos LCDs.

Os novos pixels também são mais brilhantes. Em um LCD comum, é emitida somente de 5% a 10% da luz que passa pela camada de cristal líquido e pelos filtros de cores. Com a nova tecnologia, cerca de 36% da luz passa pela tela e, com isso, torna-se possível visualizar a imagem na tela mesmo sob incidência de luz solar.

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